FRED LESSING (DAYMOON)

 

 

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Fred, o que é   Daymoon ?

Daymoon é um projecto meu que comecei a idealizar algures nos finais dos anos 70, mais concretamente, algures

 



nas montanhas Atlas em Marrocos.  Em 1981, toquei originais prog meus numa banda portuguesa, mas obviamente essa época foi tudo menos propícia para o prog. A banda dissolveu-se em 1985, e passei a compor e gravar música sozinho (os restantes membros da banda passaram a ser a banda de suporte do Marco Paulo, imagine-se o estado em que estava o prog na altura).  Sob o nome “Daymoon”, gravei então 4 álbuns entre 1987 e 2002, sem qualquer intuito de os lançar comercialmente, e gravei os dois mais recentes com a ajuda de toda uma série de músicos.

 

Por outro lado, e com excepção de dois músicos (Bruno Capelas, bateria e Maria João Tavares, clarinete), o meu projecto segue uma tendência cada vez maior: a colaboração pela Internet. Por exemplo, o meu último álbum conta com músicos de toda uma série de países: várias partes de Portugal, Canadá, Estados Unidos, Itália, Suécia, França, Escócia... Como tal diria que Daymoon é um projecto internacional com sede em Portugal, com músicas idealizadas por um alemão sintrense, chamado Fred Lessing (risos)

 

Sendo tu um músico de tempos livres, podes definir quais as tuas influências?

 

As minhas influências são literalmente tudo que ouço, incluindo também a música barroca, já que toco esse tipo de música há largos anos. De resto, e com algumas pequenas excepções propositadas, não tento seguir nenhuma banda ou estilo específico. E se faço prog, é simplesmente porque cresci com isso e não sei fazer outra coisa.

 

Podes falar um pouco dos projectos em que já entraste?

 

1981-1985: Por Ter Lido Mal O Mapa (banda portuguesa de prog que mais tarde passou a ser a banda de suporte de Marco Paulo)

1986-agora: Daymoon

 

2000-agora:

Mispel Bellyful – trio português, comigo e com os posteriormente miosotianos Vasco Patrício e Paulo Chagas.

Miosótis – toquei guitarra baixo durante algum tempo, mas foi mais para desenrascar.

Project Creation – contribuí com flautas, guitarras acústicas, percussões e alguns sons “étnicos” para os dois discos deste projecto português, de Hugo Flores.

 

Fala-nos do teu próximo trabalho, que será o 1º a ser posto à venda ?

Na verdade, o primeiro álbum que tinha planeado lançar já estava basicamente acabado, quando a opção de ser “músico de tempos livres” começou a ser muito difícil de conciliar com a minha vida profissional e, nomeadamente, familiar. Desisti do projecto - muito ambicioso – que tinha terminado de gravar na altura, e um dos colaboradores, Mark Guertin, decidiu concluir os trabalhos de mistura e pós-produção no seu estúdio no Canadá. Esse trabalho já se arrasta desde 2003, e entretanto comecei a gravar alguns temas num tom menos ambicioso (mas um tema muito ambicioso: o Amor, aliás, escrevi basicamente todos os temas do álbum especificamente para a minha mulher). Por alguma coincidência, e por colaborações online com músicos na lista de debate dos Flower Kings, alguns desses trabalhos foram parar às mãos de Ian Okley,  manager dos The Tangent, o qual me pôs em contacto com Andy Tillison. E é precisamente Andy Tillison que está a fazer a mistura, a pós produção e uma boa parte das teclas deste meu álbum, que, inicialmente, nem tinha sido planeado ser um álbum ;-) De resto, sendo eu um executante pouco exímio, optei por convidar amigos meus para colaborar, entre eles Thomas Olsson, musicólogo dos Isildurs Bane, e Luca Calabrese. E tanto quanto sei, este álbum é estreia mundial do Thomas em termos discográficos.

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Já tem nome ?

Sim, “All Tomorrows”.


 

O que poderemos esperar deste trabalho ?

Que nem tudo é prog, mas que muita coisa o é, que o Thomas Olsson é exímio nas guitarras, e se calhar uma mensagem importante relativamente ao conceito de “Amor”. Ah, e quanto às minhas vocalizações na maior parte dos temas, podem contar com uma voz muito fraquinha (riso)

 

Quando estará cá fora ?

Não sei ainda – os trabalho de pós-produção deve demorar até finais de Março, e para ser honesto, ainda nem procurei uma editora. Com alguma sorte, o Andy Tillison vai-me dar algumas dicas...

 

Esta fórmula de fazer música em casa e convidar outros músicos pela Net será definitivamente a tua forma de estar na música ?

É uma delas. Também toco (guitarras e flautas) numa banda tipo “jam band”, num formato bem longe do prog e da net, e dá-me igual gozo tocar assim. Mas julgo que a colaboração pela net está cá para ficar, porque permite gravar a um custo mais acessível, com músicos de todo o mundo, e sem pressões de agenda (bem, quase...).Para explicar a evolução da música feita em casa desde, digamos, 1980:

1981:  gravei o meu primeiro tema grande com várias pistas, usando simplesmente dois gravadores de cassete. O resultado final: péssimo.

1987:  comecei a utilizar um gravador de 4 pistas. O resultado final: fraquinho.

1994:  comecei a gravar em PC. O resultado final: nada mau, mas limitado aos instrumentos que tinha e à minha capacidade de execução.

1996:  encontrei pessoas na Internet que também gravavam em PC. Comecei a trocar ficheiros com eles. O resultado final: bem melhor!

2008:  existem sites completos na Internet criados especificamente para a colaboração musical, por exemplo, o www.musicianscollaboration.com. O resultado final: profissional.

 

Alguma vez será possível ouvirmos este projecto ao vivo?

Não neste formato. Poderá haver uma versão Daymoon exclusivamente portuguesa, mas ainda não tenho planos concretos. Além do mais, detesto tocar ao vivo.

 

Queres dizer mais alguma coisa ?

Visitem www.daymoon-music.com... E obrigado por esta oportunidade!

 

 



 

 

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